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Kilombeduka forma mais uma turma de realizadoras/es do audiovisual

Foto do escritor: Cineclube Bamako
Cineclube Bamako
15 de dez. de 2023
3 min de leitura

Projeto apoiado pelo Fundo Baobá leva formação antirracista para educadores e comunidades quilombolas 


Natural da cidade de Paudalho, o dançarino Luccas Bárcellos tem 31 anos e teve o primeiro contato com o audiovisual durante a pandemia. Em uma das atividades do mestrado que cursa pela Universidade Federal da Bahia ele precisou produzir uma performance em videodança. “Foi quando percebi o quanto as ferramentas do audiovisual podem ser um dispositivo de atravessamento e denúncia”, conta. A descoberta foi fundamental para que Luccas se inscrevesse na formação do Kilombeduka, que encerra o ano de 2024 concluindo mais um ciclo do projeto incentivado pelo Fundo Baobá.


Com foco na construção de um audiovisual comprometido com o enfrentamento ao racismo e outras formas de opressão, o Kilombeduka levou os encontros presenciais da oficina para o Sítio Malokombo, em Tracunhaém, Zona da Mata de Pernambuco. Os/as/es participantes puderam compreender aspectos relacionados com a produção audiovisual a partir de uma ótica afrocentrada que propõe a descolonização da educação formal e informal. 


Com base nos conhecimentos que adquiriu na formação, a partir deste mês de dezembro, Luccas capitaneia um novo projeto: Cineclube Fuligem. “Surge como um dispositivo de rompimento dessas esferas de poder e disputa com o intuito de exibir e promover filmes sobre negritude, feminismo, comunidade LGTQIA+”, explica ele. O cineclube também foi aprovado no Edital da Lei Paulo Gustavo no município de Paudalho, o que vai ajudar a garantir a continuidade do projeto em 2024. 



Impacto no território


“Lugar de cultura da gente de lá e da gente de cá. Chão de cultivo da terra, do corpo e espírito. Morada de brisa e batalha, música, capoeira e folha”. É essa a apresentação exposta no perfil do instagram do Sítio Malokombo, que conta com a matrigestão de Helena Tenderini, que atua também como parteira, artista, educadora, antropóloga, produtora cultural e cuidadora. Para ela, o projeto Kilombeduka deixa como legado a “difusão de uma visão não branca, a partir da cultura do território, do maracatu, capoeira, cavalo marinho e das tantas outras tradições da região”. A formação também despertou o desejo de reativar o projeto de cineclube do Sítio, que tem a expectativa de voltar a realizar sessões em 2024. 


“Para gente, receber uma formação em audiovisual nessa perspectiva antirracista foi muito importante porque o Sítio Malokambo é fundado e fundamentado na cultura afro e indígena a partir da Capoeira Angola e da parteria tradicional”, pontua Helena. Para ela, a iniciativa fortalece toda a região, que, historicamente e até hoje, sente os efeitos sociais da colonização que teve como base a escravização negra e indígena no trabalho da cana de açúcar. “Vai reverberar ainda por muito tempo. No trabalho, no cotidiano e nos cineclubes que a gente quer fazer, nas futuras produções em audiovisual”.  


O 2º ciclo ocorreu nos meses de novembro e dezembro e envolveu uma série de encontros presenciais e virtuais. A metodologia da formação inclui aulas presenciais, sessões cineclubistas e vídeo aulas online semanais com duração de uma hora, cada. A turma também teve contato com textos teóricos e recebeu mentoria para a produção de projetos autorais. As aulas foram ministradas pela jornalista e cineasta Erlânia Nascimento, convidada pelo projeto, e pelos integrantes do Cineclube Bamako, Gabriel Muniz, Iris Regina e Rayza Oliveira.


Coordenadora do Kilombeduka e educadora. Rayza Oliveira acredita que levar o projeto para Tracunhaém representa a descentralização de ações “de aprendizagem e trocas, que também contribuem para o fortalecimento da rede de pessoas que vivem na mesma região e, que, a partir desse encontro no Kilombeduka, podem atuar juntes em sua região em prol de uma educação antirracista. O Sítio Malokambo é simbolico pois é um espaço de resistência e importante na luta antirracista”, pontua.



1 comentário


terrancecart.e.r.36.0.7
há 4 dias

Kubet đăng nhập rồi thì mình nói thật, ban đầu cứ nghĩ kiểu trang này chắc rối rắm lắm, ai dè lướt vài phút lại thấy ổn hơn mình tưởng, chữ nghĩa với mấy khối nội dung đặt gọn nên kéo xuống không bị mất hướng, nhìn là biết họ đang muốn mình đọc phần nào trước chứ không quăng tùm lum. Mình vẫn hơi nghi ngại mấy chỗ “hơn 150 trò” nghe hơi to, nhưng ít nhất họ chia theo sảnh riêng nên tìm đúng mục dễ. Lướt qua thôi. Không có cảm giác phải bấm qua lại nhiều. Mấy tiêu đề kiểu “tổng quan” với “kho game” để ngay trên trang nên ai mới vào cũng bắt nhịp…

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